julio 22, 2008
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Eis os dois mártires desta perseguição:
Félix, bispo de Roma, que assumiu o cargo em 274 d.C., foi a primeira vítima da petulância de Aureliano, ao ser decapitado no dia vinte e dois de dezembro do mesmo ano.
Agapito, um jovem cavalheiro que vendera suas possessões e dera o dinheiro aos pobres, foi preso como cristão, torturado, e logo decapitado em Praeneste, cidade que dista um dia de viagem de Roma.
Foram eles os únicos mártires registrados durante este reinado, que tão cedo viu o seu fim, quando foi o imperador assassinado em Bizâncio por seus próprios criados.
Aureliano foi sucedido por Tácito, que foi seguido por Probo, e este, por Caro. Quando este último foi morto por um raio, sucederam-no os seus filhos Carnio e Numeriano. Durante todos estes reinados a Igreja teve paz.
Diocleciano ascendeu ao trono imperial em 284 d.C. No princípio, mostrou grande favor aos cristãos. No ano 286 d.C., fez sociedade com Maximiano. Alguns cristãos foram mortos antes que se desatasse uma perseguição geral. Dentre eles destacam-se os irmãos Feliciano e Primo.
Marco e Marceliano eram gêmeos, naturais de Roma e de nobre linhagem. Seus pais eram pagãos, porém os tutores responsáveis por sua educação criaram-nos como cristãos. Sua constância venceu os que desejavam vê-los convertidos ao paganismo; seus pais e toda a família converteram-se à fé que antes reprovavam. foram martirizados ao serem atados a estacas, com os pés traspassados por cravos. Depois de permanecer nesta situação um dia e uma noite, foram transpassados com lanças, que lhes puseram fim aos sofrimentos.
Zoe, a mulher do carcereiro que cuidou dos mártires acima mencionados, converteu-se através deles. Foi por isso pendurada numa árvore com um fogo de palha sob si. Seu corpo foi lançado a um rio, atado a uma pedra, para que afundasse.
No ano 286 d.C., teve lugar um acontecimento dos mais notáveis registrados nos anais da Igreja. Uma legião de soldados, composta de seis mil seiscentos e sessenta seis homens, era totalmente constituída por cristãos. Era chamada Legião Tebana porque os homens haviam sido recrutados em Tebas. Estiveram alojados no Oriente até que o imperador Maximiano ordenou que se dirigissem às Gálias, a fim de o ajudarem contra os rebeldes de Borgonha. Passaram os Alpes, entraram nas Gálias, sob as ordens de Maurício, Cândido e Exupémio, seus dignos comandantes, e finalmente reuniram-se ao imperador.
Nesta ocasião, Maximiano ordenou um sacrificio geral, que deveria ser assistido por todo o exército. Também determinou um juramento de lealdade e de auxílio na extirpação dos cristãos das Gálias. Alarmados diante de tais ordens, cada um dos componentes da Legião Tebana recusou-se, por completo, a sacrificar e fazer os juramentos propostos. Extremamente enfurecido com a recusa, Maximiano ordenou que toda a legião fosse dizimada, isto é, que selecionassem um de cada dez homens, e os matassem à espada. Após a execução da ordem sanguinária, o restante permaneceu inflexível; por isso deu lugar à segunda dizimação: um de cada dez homens dos que ficaram vivos morreu de igual modo.
Este segundo castigo não teve maiores efeitos que o primeiro; os soldados mantiveram-se firmes em sua decisão e em seus princípios. Porém, por conselho de seus oficiais, declararam fidelidade ao seu imperador. Poder-se-ia pensar que isso abrandaria o soberano, mas o efeito foi contrário. Encolerizado diante da perseverança e unanimidade dos soldados, determinou que toda a legião fosse morta. A ordem foi executada pelas outras tropas, que os despedaçaram com suas espadas em 22 de setembro de 286 d.C.
Alban, que deu nome a St. Alban’s, em Hertfordshire, foi o primeiro mártir britânico. A Inglaterra havia recebido o Evangelho de Cristo através de Lúcio, o primeiro rei cristão; porém, não sofreu a ira da perseguição até muitos anos depois. Alban era originalmente pagão, mas foi convertido através de Anfíbalo, um evangelista, a quem deu refúgio por causa de sua religião. Os inimigos de Anfíbalo, ao inteirar-se do lugar onde estava escondido, chegaram à casa de Alban. A fim de facilitar a fuga do mensageiro de Deus, Alban apresentou-se como a pessoa a quem buscavam.
Descoberto o engano, o governador ordenou que o açoitassem, e o sentenciou à decapitação no dia 22 de junho de 287 d.C. Assegura-nos o conceituado Beda que, nesta ocasião, o carrasco converteu-se subitamente ao cristianismo e pediu permissão para morrer por Alban ou com ele. Ao obter sua segunda petição, foram ambos decapitados por um soldado, que assumiu voluntariamente o papel de carrasco. Isto aconteceu no dia vinte e dois de junho de 287 d.C., em Verulam, agora St. Alban’s, em liertfordshire, onde foi erigida uma magnífica igreja em sua memória, no tempo de Constantino, o Grande. Destruído nas guerras saxônicas, o nobre edifício gótico foi reconstruído por Offa, rei de Mércia, e junto a ele levantou-se um monastério, onde ainda é visível parte de suas ruínas.
Fé, uma mulher cristã da Aquitania, França, foi assada sobre uma grade de ferro e depois decapitada em 287 d.C.
Quintin era um cristão natural de Roma; porém, decidiu empreender a propagação do Evangelho nas Gálias com um tal Luciano, e pregaram juntos em Amiens. Luciano dirigiu-se a Beaumaris, onde foi martirizado. Quintin permaneceu em Picardia e mostrou grande zelo em seu ministério. Preso como cristão, foi estirado com roldanas até que se lhe deslocassem os membros. Seu corpo foi dilacerado com açoites de arame farpado, e depois derramaram-lhe óleo fervente sobre a carne viva. Suas faces e axilas foram queimadas com tochas. Após tanta tortura, foi enviado de volta à masmorra, onde morreu no dia 31 de outubro de 287 d.C. Seu corpo foi lançado ao rio Somme.
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Quando, no começo do presente século, a coroa da Espanha foi disputada por dois príncipes, a França pôs-se ao lado de um dos adversários, e a Inglaterra, do outro.
O duque de Berwick, filho natural de Jacobo II, que abdicara a coroa da Inglaterra, mandou as forças espanholas e francesas, e derrotou os ingleses na célebre batalha de Almansa. O exército foi, então, dividido em duas partes: uma de espanhóis e franceses, que, comandada pelo duque de Berwick, dirigiu-se até Catalunha; e o segundo corpo, só de tropas francesas, comandado pelo duque de Orleans, lançou-se à conquista de Aragão.
Quando as tropas acercaram-se da cidade de Zaragoza, os magistrados ofereceram as chaves ao duque de Orleans. Este, porém, tachou-os altivamente de rebeldes, e recusou aceitar as chaves, pois tinha ordem de entrar na cidade por uma brecha.
Assim, fez uma fenda na muralha com o seu canhão, e entrou por ela com todo o seu exército. Quando estabeleceu a ordem na cidade, foi-se para submeter outras populações, e deixou ali uma forte guarnição, tanto para atemorizá-la, como para defendê-la, sob o comando de seu tenente geral, M. de Legal. Este cavalheiro, mesmo criado como católico, era totalmente livre de superstições; reunia grandes talentos e coragem, e era um oficial capaz, além de completo cavalheiro.
O duque antes de partir, ordenara a imposição de pesados impostos à cidade, da seguinte forma:
1. Que os magistrados e principais habitantes pagassem mil coroas, por mês, para a mesa do duque.
2. Que cada casa pagasse uma pistola, o que daria a soma de 18.000 pistolas mensais.
3. Que cada convento ou monastério pagasse uma contribuição proporcional às suas riquezas e rendas.
4. Estas duas últimas contribuições seriam apropriadas à manutenção do exército.
O dinheiro imposto aos magistrados, aos principais habitantes, e a cada casa, foi pago no ato; porém, os arrecadadores, ao apresentar-se aos diretores de conventos e monastérios, encontraram clérigos totalmente indispostos a dar a sua contribuição.
Eis as contribuições impostas ao clero:
O colégio dos jesuítas deveria pagar 2.000 pistolas; os carmelitas, 1.000; os agostinianos, 1.000; os dominicanos, 1.000.
M. de Legal enviou aos Jesuítas uma ordem para que pagassem imediatamente. O superior dos jesuítas respondeu que a petição de pagamento do clero ao exército contrariava todas as isenções eclesiásticas, e que não conhecia algum argumento que autorizasse tal coisa. M. de Legal enviou, então, uma companhia de dragões que acampou no colégio, com a sarcástica mensagem:
“Para convencê-lo da necessidade do pagamento, envio ao seu colégio quatro argumentos poderosos, tirados do sistema da tática militar. Assim, espero não ser preciso outra admoestação adicional para dirigir sua conduta”.
Estes procedimentos deixaram perplexos os jesuítas, que enviaram um mensageiro à corte, ao confessor do rei, que era de sua ordem. Porém, os dragões foram mais apressados em saquear e destruir que o mensageiro em sua viagem, de modo que os jesuítas, ao contemplarem que tudo era destruído e arruinado, acharam melhor acertar a questão de forma amistosa, e pagar o que lhe pediam, antes do regresso de seu mensageiro. Os agostinianos e carmelitas, advertidos do sucedido aos jesuítas, foram prudentes e pagaram. Desta maneira, escaparam ao estudo dos argumentos militares e ao ensinamento de tática por parte dos dragões.
Contudo, os dominicanos, que eram todos familiares da Inquisição, ou agentes dependentes dela, imaginaram que aquelas mesmas circunstâncias serviriam para protegê-los. Enganavam-se, porém, pois M. de Legal não temia nem respeitava a Inquisição. O diretor dos dominicanos enviou-lhe uma mensagem, a fim de conscientizá-lo que sua ordem era pobre, e que não tinha dinheiro algum para as contribuições. Dizia assim: “Toda a riqueza dos dominicanos consiste nas imagens de prata de apóstolos e santos, de tamanho natural, que estão na igreja, e seria sacrilégio entregá-las”.
Esta insinuação objetivava espantar o comandante francês, que, pensavam os inquisidores, não ousaria ser tão profano a ponto de desejar a posse dos preciosos ídolos.
Todavia, ele enviou uma mensagem de que as imagens de prata seriam um admirável substituto do dinheiro, e mais úteis em sua posse que na dos dominicanos, e concluiu: “Porque enquanto vocês as conservarem assim, em nichos, estarão inúteis e imóveis, sem proveito algum para a humanidade, ou sequer a vocês. Mas, em minhas mãos, serão úteis. Eu as colocarei em movimento, pois tenciono fazer com que viajem como os apóstolos, e sejam de benefício em lugares variados, e circulem para serviço universal da humanidade”.
Os inquisidores ficaram atônitos diante deste tratamento, que jamais esperavam receber, mesmo de cabeças coroadas. Por isso, decidiram entregar as imagens em procissão solene, para suscitar no povo unia rebelião. Assim, os frades receberam ordem de dirigir-se à casa de Legal com os apóstolos e santos de prata, com voz de lamento, círios acesos nas mãos, e clamavam amargamente por todo o caminho: “Heresia! Heresia!”.
M. de Legal, ao inteirar-se dessa atuação, ordenou que quatro companhias de granadeiros se alinhassem na rua que levava a sua casa, e que cada granadeiro tivesse seu mosquete carregado numa das mãos, e um círio aceso na outra, de modo que as tropas pudessem repelir a força com a força, ou fazer honras à farsa.
Os frades fizeram tudo o que puderam para suscitar um tumulto; porém, o povo temia demais às tropas armadas, para fazê-lo. Por isso, as imagens de prata foram entregues a M. de Legal, que as enviou à casa da moeda, para que fossem fundidas imediatamente.
Ao fracassarem na tentativa de começar uma rebelião, os inquisidores decidiram excomungar M. de Legal, caso não liberasse de seu encarceramento na casa da moeda os preciosos santos de prata, antes que fossem fundidos ou mutilados. O comandante francês recusou, em absoluto, liberar as imagens, e respondeu que iam, desde logo, viajar e fazer o bem. Perante isso, os inquisidores redigiram um documento de excomunhão e ordenaram ao secretário que fosse lê-lo a M. de Legal.
O secretário executou fielmente o seu oficio, ao ler a excomunhão de maneira clara e compreensível. O comandante francês escutou-o com grande paciência, e cortesmente disse-lhe que daria sua resposta no dia seguinte.
Quando o secretário do santo oficio partiu, M. de Legal mandou seu secretário preparar um documento de excomunhão exatamente igual ao enviado pela Inquisição; porém, que constasse em lugar de seu nome o dos inquisidores.
Na manhã seguinte, ordenou que quatro regimentos se armassem para acompanhar seu secretário, e fazer conforme ele ordenasse.
O secretário foi à Inquisição e insistiu para ser ouvido, o que conseguiu, depois de muitas discussões. Assim que entrou, leu, em voz audível, a excomunhão enviada por M. de Legal contra os inquisidores. Estes estavam todos presentes, e ouviram atônitos, pois nunca encontraram alguém que ousasse atuar de forma tão atrevida. Bradaram contra M. de Legal como herege, e disseram: “Isto é um insulto dos mais ousados contra a fé católica”. Porém, para maior surpresa, o secretário francês disse-lhes que teriam de sair de sua atual morada, pois o comandante acamparia suas tropas na sede da Inquisição, por ser o lugar mais cômodo de toda a cidade.
Ao ouvir aquilo, os inquisidores clamaram aos gritos. Então, o secretário colocou-os sob forte custódia, e enviou-os ao lugar que M. de Legal lhes havia reservado. Ao ver como iam as coisas, os inquisidores pediram para reunir seus pertences pessoais, o que lhes foi concedido; dirigiram-se a Madri, onde se queixaram amargamente ao rei. O monarca, porém, respondeu que não lhes podia dar satisfação alguma, pois as injúrias que haviam recebido eram das tropas de seu avô, o rei da França, e só com a ajuda delas ele poderia ficar firmemente estabelecido no reino. “Se tivessem sido minhas próprias tropas, seria aplicado o castigo; porém, por serem francesas, não posso exercer autoridade alguma”.
Neste ínterim, o secretário de M. de Legal havia aberto todas as portas da sede da Inquisição, e liberado os presos, que eram em torno de quatrocentos. Dentre estes, sessenta belas jovens, que compunham o harém dos principais inquisidores.
Esta descoberta, que deixou exposta a perversidade dos inquisidores, muito alarmou o arcebispo. Ele pediu a M. de Legal que enviasse as mulheres ao seu palácio, onde ele cuidaria apropriadamente delas. Ao mesmo tempo, publicou uma censura eclesiástica contra todos os que ridicularizaram ou censuraram o santo oficio da Inquisição.
O comandante francês enviou recado ao arcebispo com a informação de que os presos ou haviam fugido, ou estavam tão bem escondidos por seus amigos, inclusive por seus próprios oficiais, que era impossível recuperá-los, e que, havendo a Inquisição cometido tais atrocidades, deveria suportar sua exibição pública.
Alguns podem sugerir que é coisa estranha às cabeças coroadas e os eminentes nobres não tratarem de esmagar o poder da Inquisição e reduzir a autoridade daqueles eclesiásticos tiranos, de cujas faces implacáveis não estavam seguros nem suas famílias nem eles mesmos.
Contudo, por assombroso que seja, a superstição havia sempre prevalecido contra o senso comum e conspirado contra a razão. Desde então, houve um príncipe que tratou de reduzir a autoridade da Inquisição; perdeu, porém, a vida antes de ser rei, e antes de possuir poder para fazê-lo, pois bastou a sugestão de suas intenções para que fosse destruído.
Este era o mui gentil príncipe Dom Carlos, filho de Felipe II, rei da Espanha, e neto do célebre imperador Carlos V. Dom Carlos possuía todas as boas qualidades de seu avô, e nenhuma das más de seu pai; era um príncipe experiente, erudito e gentil. Tinha suficiente consciência para ver os erros do papado e aborrecia a Inquisição. Manifestou-se em público contra esta instituição; ridicularizava a afetada piedade dos inquisidores, e fez o que pôde para denunciar suas ações atrozes; declarou, inclusive, que, após sua coroação, aboliria a Inquisição e exterminaria seus agentes.
Isto bastou para irritar os inquisidores contra o príncipe. Dedicaram suas mentes a maquinar uma vingança, e decidiram destruí-lo.
Os inquisidores empregaram todos os seus agentes e mensageiros para esparzir as insinuações contra o príncipe, e, ao final, suscitaram tal espírito de descontentamento entre o povo, que o rei viu-se obrigado a enviar Dom Carlos para fora da corte. Não contente com isso, perseguiram inclusive seus amigos e obrigaram o rei a exilar Dom Juan, duque da Áustria, seu próprio irmão, tio do príncipe, juntamente com o príncipe de Pana, sobrinho do rei e primo do príncipe. Eles sabiam bem que tanto o duque da Áustria como o príncipe de Pana manifestavam uma adesão sincera e inviolável a Dom Carlos.
Poucos anos depois, havendo o príncipe mostrado grande benevolência e favor para com os protestantes nos Países Baixos, a Inquisição protestou estridentemente contra ele, ao declarar que, por serem hereges aquelas pessoas, o príncipe também o era, posto que as favorecia. Em suma, alcançaram tanta influência sobre a mente do rei, totalmente escravizada pela superstição, que ele, por assombroso que pareça, sacrificou os sentimentos da natureza ao fanatismo e, com medo do rancor da Inquisição, entregou seu único filho, ao assinar, ele mesmo, a sua sentença de morte.
O príncipe teve, então, o que se chama de indulgência, isto é, permitiram-lhe escolher o modo pelo qual morreria. Ao modo romano, o desafortunado jovem herói escolheu a sangria e banho quente. Quando lhe abriram as veias dos braços e das pernas, expirou gradualmente, e caiu mártir da malícia dos inquisidores e do estúpido fanatismo de seu pai.
Autor John Fox.
fonte: http://www.louvar72.hpg.ig.com.br
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julio 1, 2008
Publicado en Uncategorized tagged espiritual, fechar, holanda, igreja, perseguição, vazia, vida a 11:03 pm por predicar
HOLANDA — Está em curso um movimento maciço de fechamento de igrejas na Holanda. Nos próximos dez anos um quarto das igrejas e monastérios desaparecerão. De acordo com informações do site Mannna-Vandaag (www.manna-vandaag.nl) estima-se que 1200 das 4000 igrejas e 130 dos 150 monastérios do país fechem as portas.
Um simpósio realizado na semana passada na cidade holandesa de Utrecht, que contou com a participação de autoridades governamentais e políticos, discutiu o futuro desses locais que abrigam cerca de 200 mil objetos de arte.
As informações surgiram dias depois da divulgação de estatísticas oficiais dos Países Baixos dando conta que só 20% dos nove milhões de crentes holandeses vão pelo menos uma vez por semana a uma igreja, mesquita ou outro ajuntamento religioso.
Dos três grupos principais de crentes, católicos romanos, protestantes e muçulmanos, os protestantes são mais “fiéis”, segundo o relatório. Quase um terço deles freqüenta a igreja pelo menos uma vez por semana.
Só 27% dos muçulmanos holandeses vão à mesquita todas as semanas. Católicos são os menos entusiásticos, com aparentemente só 7% indo à missa no domingo. Cerca de 57% disseram que nunca ou raramente vão a uma missa dominical.
A Portas Abertas da Holanda, que investiga a perseguição mundial no mundo, fez uma advertência especial aos cristãos holandeses, em especial aos evangélicos: “Preparem-se para uma era de perseguição.” Segundo a organização, é improvável que a perseguição continue limitada aos cristãos que vivem fora da Holanda. A perseguição está chegando aos países livres.
Tradução: Tsuli Narimatsu
Fonte: Missão Portas Abertas
Divulgação: www.juliosevero.com
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Publicado en Textos tagged camara, discriminação, federal, homosexualismo, mordaça, opinião, perseguição, senado a 10:59 pm por predicar
BRASIL ― O deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), que integra a Frente da Família e Apoio à Vida, participou do ato contra o PLC 122/06 realizado ontem no Congresso Nacional e defende a rejeição do projeto, por considerá-lo uma violação à Constituição Federal.
“Os padres, as lideranças religiosas, os pastores não podem ter a sua palavra cerceada por um projeto desses, porque ele acaba desrespeitando a liberdade de expressão e também a liberdade religiosa. É importante a união de todos os religiosos neste momento para que possamos preservar um direito garantido pela Constituição”, ressaltou.
O vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), pastor Silas Malafaia, considera o projeto “uma afronta à democracia”. “No estado democrático ninguém está imune à crítica”, afirmou.
Segundo o texto da Carta em Favor da Liberdade de Expressão, Liberdade Religiosa e contra a Pedofilia, entregue à Presidência do Senado (leia mais), a proposta, caso aprovada, colocará integrantes de entidades religiosas de todo Brasil sob o risco de serem presos se fizerem afirmações contrárias ao homossexualismo.
O projeto passa a considerar crime de preconceito os motivados por questões de gênero e orientação sexual, com penas que podem chegar a cinco anos de reclusão (veja quais são as penas previstas). Para quem for condenado por injúria ou intimidação ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário ao dos homossexuais, o projeto de lei prevê detenção de um a três anos.
Opinião diferente não é discriminação
Na avaliação do deputado Miguel Martini (PHS-MG), também integrante da Frente da Família, padres, pastores e outros líderes religiosos podem defender opiniões contrárias ao homossexualismo, e isso não necessariamente caracteriza discriminação à orientação sexual.
“As pregações de padres e pastores são pregações de fé. O projeto está, na verdade, discriminando quem não pensa como os homossexuais”, disse. “Querem calar a boca dos cristãos. Nós amamos os homossexuais, mas não amamos o homossexualismo e não vamos aceitar que sejamos discriminados em nome de convicções religiosas.”
Muitos manifestantes que estiveram no Congresso Nacional para protestar contra a aprovação do PLC 122/06 traziam faixas com os dizeres: “Vão rasgar a Bíblia? A Bíblia é homofóbica? Não queremos mordaça aos cristãos!”
Fonte: Missão Portas Abertas
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junio 30, 2008
Publicado en Igreja Perseguida tagged fanatiamo, indonesia, intolerancia, perseguição, religioso a 4:53 am por predicar

Complexo de igrejas é demolido por funcionários do governo da Indonésia
INDONÉSIA – Autoridades locais demoliram um complexo que abrigava uma igreja em Jatimulya, na província de Java Ocidental, no último dia 14 de junho. Um grupo formado por mais de 20 pessoas arrancou o telhado do edifício, portas e cercas.
O complexo permaneceu vazio por mais de dois anos depois que funcionários de Bekasi lacraram o local, em setembro de 2005. Antes de ser fechado, três congregações usavam os dois edifícios do complexo: A Igreja Protestante Bíblica Batak (HKBP sigla local) e Igreja Pentecostal da Indonésia (GPDI).
As igrejas, embora faltando uma licença de funcionamento para adoração no edifício, tinham obtido consentimento de funcionários locais. Desde o fechamento, as três congregações que reúnem mais de 500 pessoas têm organizado pequenos cultos na casa de seus membros.
Funcionários do governo botaram a igreja abaixo no dia 14 de junho com medo de que as congregações retomassem as atividades cristãs nos locais. Um processo será aberto na Justiça em defesa das três igrejas.
“O desmantelamento só parou depois que um dos homens deles caiu do telhado”, disse a pastora Pestaria Hutajulu, da Igreja Bíblica Unidade Indonésia, cuja igreja esteve no bairro durante quase 20 anos.
Composto por dois edifícios separados, o complexo esteve em funcionamento por mais de dois anos. Só em setembro de 2005 é que o local foi lacrado porque os muçulmanos da comunidade contestaram a presença das igrejas.
Destruição
No dia 8 de junho, a pastora Pestaria e alguns dos membros da congregação passaram pelos locais das igrejas. “Nós fomos pegos de surpresa porque encontramos fechaduras e portas faltando, além de janelas quebradas”, ela disse.
“Dentro do edifício, ficamos em choque porque todos os equipamentos, bancos de igreja, fios elétricos, e até mesmo instrumentos foram levados”, ela continuou. Eles deram as mãos e oraram juntos pedindo pela direção de Deus.
Alguns vizinhos viram o grupo entrando e orando na igreja. Suspeitando de que os cristãos reabririam a igreja, eles informaram aos funcionários locais.
Dois dias depois, o líder da aldeia chamou dois dos líderes da igreja, inclusive a pastora Pentaria Hutajulu, para informar do plano de demolição do local. “Nós tentamos explicar o motivo pelo qual entramos na igreja, mas eles se recusaram a ouvir”, disse ela.
Os pastores registraram uma reclamação na polícia contra os funcionários públicos e distribuíram uma carta de advertência à Comissão Nacional de Direitos Humanos, no dia 12 de junho. Porém, nenhum dos esforços deles foi suficiente para evitar que as autoridades demolissem os prédios das igrejas.
Promessas quebradas
Em 2005, um mês depois do fechamento, os funcionários locais assinaram um acordo declarando que eles nunca poriam a mão nos objetos internos, nem destruiriam a igreja”, disse Atty Saor Siagian, coordenador do Grupo Defensores da Liberdade Religiosa (TPKB) que tem ajudado as três igrejas nos aspectos legais do caso.
Além disso, baseado no acordo, os funcionários deveriam prover um terreno e um local temporário para as igrejas realizarem seus cultos, além de trabalhar em uma solução permanente junto das igrejas. “Eles proveram um edifício público uma vez, mas pediram uma taxa muito alta, na verdade uma espécie de aluguel”, ele disse.
“Embora as chances sejam pequenas, nós ainda esperamos que o governo local mantenha a promessa deles”, disse Atty Siagian.
“Por favor ore para que o governo local considere a nossa situação”, disse a pastora Pentaria Hutajulu. Ela pediu para que os 100 membros da congregação estivessem orando e cantando juntos minutos antes que a demolição acontecesse.
“Nossa congregação já sofre de pobreza. Perder um lugar de adoração aumenta os sofrimentos que eles já suportam. Ore para que o Senhor Deus mantenha a nossa fé forte e firme”, disse ela.
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junio 28, 2008
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Nascido em Hussinec, na Boêmia, hoje Tchecoslováquia, em 1373, de uma famÃlia pobre que vivia da agricultura. Ele recebeu boa educação elementar e cursou na Universidade de Praga (capital atual da República Tcheca), onde terminou seu mestrado em Filosofia no ano de 1396. Dois anos depois, Huss começou ensinar na Universidade, e em 1401, veio a ser o seu reitor. Em 1400, Huss foi separado como padre e foi-lhe entregue a responsabilidade da prestigiada Capela de Belém. Após o casamento do rei inglês, Ricardo II da Inglaterra com Ana, filha do imperador Carlos IV da Boêmia em 1382, os ensinamentos de Wycliff foram logo introduzidos no paÃs. Estudando-os bem de perto, Huss começou não só a pregar, como também traduzir as obras de Wycliff na lÃngua Tcheca.
Pregador e Precursor da Reforma na Boêmia
Em 1403, Jan Huss se propôs a reformar a Igreja Romana na Boêmia, ensinando que o papado não tinha nenhuma autoridade de oferecer a remissão dos pecados através da venda de indulgências, como também questionou a legitimidade dos dois papas rivais Gregorio XII e AlexandreV. Por esta razão, em 1408, os incontentos padres e colegas da Universidade de Praga condenaram a Huss, e como resultado, foi proibido de exercer suas funções eclesiásticas em Praga. Um ano depois, ele recebe novas acusações de estar ensinando heresias; mas não para de pregar na Capela de Belém. Em 1411, Huss é excomungado de sua congregação, e todos os cultos, cerimônias de batizado e funeral foram anulados.Tal ato trouxe grande revolta nos cidadãos de Praga, os quais defenderam a Huss. O cúmulo da corrupção papal sucedeu em 1412, quando João XXIII lançou uma cruzada contra o Rei Ladislau de Nápoles, e ofereceu a remissão completa de pecados a todos os que participassem na guerra, ou a venda da indulgência para os que a suportassem. Ao ouvir tal notÃcia contrária a todos os preceitos bÃblicos, Huss se levanta e ataca o papado de usar sanções espirituais e indulgências para fins pessoais e polÃticos. Em contra-ataque, Jan Huss foi excomungado de Roma e obrigado a deixar Praga.
A Intimidação Se Inicia
Durante o seu exÃlio, Huss teve a oportunidade de concluir uma de suas obras mais importantes, âDe Ecclesiaâ. No ano de 1414, os lÃderes da Igreja Romana se reuniram para um ConcÃlio em Constança (atualmente na Alemanha), e John Huss foi convocado a comparecer a fim de esclarecer seus ensinos controversiais com o da Igreja. O imperador Boêmio, Sigismund, prometeu salvo-conduto, mas, após um mês em Constança, os seguidores do Papa João XXIII o prenderam, e ele foi impelido pelo ConcÃlio de se retratar. Huss permanceceu preso durante os sete meses de seu julgamento, e pouca oportunidade foi-lhe dada de se defender. Por não voltar atrás, Jan Huss foi condenado como hereje, despido e queimado na estaca fora da cidade no dia 6 de julho de 1415. Huss morreu cantando o hino em grego âKyrie eleesonâ (Senhor, tem misericórdia). O local de sua morte é marcado até hoje com uma pedra memorial. Como Wycliff, Huss lutou pela reforma da Igreja pagando o preço com sua vida. Os perseguidores destruÃram o corpo, mas não os ensinos de Huss, que foi espalhado por toda a Europa por seus discÃpulos mais radicais, conhecidos como Taboritas. Estes rejeitaram tudo na fé e na prática da Igreja Romana que não se encontrasse na BÃblia. Destes discÃpulos surgiu a Igreja Moraviana, a qual tornou-se mais tarde numa das igrejas de mais visão missionária da História da Igreja. O resultado do trabalho de Huss e de tantos outros foi vista um século depois, na pessoa de Lutero.
Texto de Vania Da Silva
fonte: http://www.sepoangol.org
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